quarta-feira, 25 de maio de 2011

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE EM LONDRINA

A saúde de Londrina tem muito a comemorar! Foi rechaçado no conselho municipal de saúde o projeto de Lei Orgânica para o município de Londrina proposto inicialmente pelo vereador Márcio Almeida do PSDB. Foram rejeitados todos os cinco projetos apresentados à câmara de vereadores que previam a privatização da saúde por intermédio de OSs e Fundações Estatais de Direito Privado.
A plenária ficou lotada. O movimento de saúde organizado da Zona Oeste de Londrina compareceu em massa; trabalhadores da maternidade também estiveram presentes e se fizeram ouvir. A rejeição aos projetos de lei privatistas, de OSs e Fundações Estatais de Direito Privado, que previam a entrega do patrimônio público, funcionários e capacidade instalada do estado para servir ao lucro de alguns empresários ou apadrinhados políticos foi derrubada pela organização da sociedade londrinense, que disse não à corrupção e à entrega do dinheiro público para quem está interessado em lucrar às custas do sofrimento da população.
Cartazes e faixas repudiaram as OSs, OSCIPs e Fundações Estatais de Direito Privado, os profissionais da maternidade também trouxeram as suas, exigindo a manutenção da maternidade como patrimônio de todos os londrinenses. A população se manifestou democraticamente e apoiou àqueles que votaram a favor da saúde pública, livre de terceirizações e privatizações.


http://forumpopularlnd.blogspot.com/2011/05/vitoria-da-organizacao-popular.html

sábado, 26 de março de 2011

Circo e Saúde Pública

Notícia veiculada no site da prefeitura (22/03/2011) de Belém, intitulada “Políticos paraenses unem forças por melhorias na saúde pública” (Por Gilson Farias), dá conta de que parlamentares paraenses se reuniram, na última segunda-feira (21) em um hotel na cidade para “unir forças políticas em torno de ações destinadas a melhorar a saúde pública em Belém e nos demais municípios do Pará. Tendo a Câmara Municipal de Belém como a proponente do encontro, decidiu-se pela realização de um seminário para discutir os problemas em torno da questão e procurar possíveis soluções.

A considerar pelos discursos proferidos, e falas ecoadas aos quatro cantos da reunião, parece que o bom-mocismo deu o tom ao evento, pois para o Presidente da Câmera Municipal, “precisamos discutir, debater e implementar as políticas públicas da saúde e o primeiro passo foi dado com o palanque desarmado”. A fala do prefeito (“Esse assunto tem que ser discutido sem paixão política. Caso contrário, estamos condenados ao fracasso. Acredito no bom senso e na sensibilidade daqueles que exercem o poder político”) também reflete essa velha cantinela, há muito presente na prática política de quem quer impressionar por seus discursos fugidios e conciliadores. Esquecem, no entanto, o real sentido da palavra, originalmente ligada à “Polis” e para onde suas práticas deveriam convergir, tendo clareza da necessária conflitualidade presente nessa convergência.

Mas, é “esperar” para ver a armação da lona do circo e a entrada em cena dos artistas circenses!!!